Audiência pública debate atendimentos dos pacientes com Transtorno do Espectro Autista pelos planos de saúde

A audiência pública contou com a participação de instituições, órgãos e sociedade civil organizada – Foto: Evilázio Bezerra.

Com o objetivo de debater a limitação de atendimento terapêutico e discutir a inclusão da cobertura completa do método da análise do Comportamento Aplicada – ABA, as pessoas com transtorno do Espectro Autista (TEA) pelos planos de saúde, a Câmara Municipal de Fortaleza realizou na tarde desta sexta-feira (11), uma audiência pública proposta pelo vereador Márcio Martins (PR).

O vereador Márcio Martins enfatizou que o objetivo da audiência é discutir com as várias instituições, sobretudo om o poder judiciário, uma desobediência por parte da Unimed Fortaleza. “A Unimed Fortaleza não está atendendo os pacientes com autismo ofertando a eles o método ABA, método extremamente eficaz na evolução do tratamento da pessoa com autismo. Hoje vamos somar forças para que essas pessoas possam receber na Casa do Povo a devida atenção e quem sabe a solução do problema”, relatou.

Alfredo Honmsi, defensor público do núcleo de defesa do consumidor, frisou que essa audiência visa dar mais uma oportunidade de sensibilização a Unimed Fortaleza para os questionamentos trazidos pelos pais especialmente os que tem filhos com Transtorno do Espectro Autista – TEA. Segundo ele, as principais dificuldades apontadas pelos pais são: negativa do atendimento especializado, principalmente com a utilização da metodologia ABA, a limitação dos atendimentos e restrição entre a quantidade de pessoas aptas a realizar o atendimento.

“Evidentemente se não chegarmos ao bom termo, uma solução para a demanda, o próximo passo será o ingresso de uma ação na Defensoria Pública para resguardar o direto dessas pessoas”, apontou Alfredo.

A enfermeira Raquel Martins, mãe de uma criança com o Transtorno do Espectro Autista, apontou dificuldades com o atendimento do filho na rede de saúde Unimed Fortaleza. Ela conta que a prestadora de serviço estabelece uma quantidade de 40 terapias/ano para o paciente, quando em seu sistema existem duas categorias: terapia ocupacional de integração sensorial e a terapia ocupacional individual. “A Unimed pega uma cota anual de 40 sessões de terapia e divide por essas categorias. Por conta disso, a cota não chega nem a 5 meses. Tem crianças que precisam de duas sessões de terapia por semana”, desabafou a mãe.

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