Câmara realiza sessão solene em comemoração ao Dia do Espírita

A Câmara Municipal de Fortaleza realizou nessa quinta-feira (19) Sessão Solene em comemoração ao Dia do Espirita, comemorado no dia 18 de abril. A homenagem foi proposta através do requerimento 0825/2018, de autoria do vereador Márcio Martins (PR). A sessão foi presidida pelo vereador Márcio Martins e a mesa solene contou com a presença de Olga Lúcia Espíndola Freire, fundadora e presidente da Associação Peter Pan; Margarida Pinheiro Sales Gadelha, presidente da Federação Espírita do Ceará; Aníbal Jorge Oliveira Albuquerque, vice-presidente do Grupo Paulo Estevão, Francisco de Assis Carvalho Cajazeiras, presidente do Instituto de Cultura Espirita do Ceará e o jornalista Nonato Albuquerque.

Em suas palavras de saudação aos presentes, o vereador Márcio Martins disse que no caminho da solenidade recebeu com muita alegria a notícia de que o plenário estava lotado. Estava preocupado, pois estudo a doutrina espírita há mais de uma década e muitas vezes não aproximei minha crença das atividades políticas por orientação espiritual. Mas agora a orientação que recebi foi recomendando que era chegada a hora de falar sobre o que acredito, Eu sou vereador espírita, sou kardecista, estudo a doutrina espírita e nos podemos também fazer um mundo melhor,” afirmou.

“A maioria de vocês sabem para nós recebermos essas mensagens de intermediários. Não posso deixar de reconhecer e lembrar do dia, que recebi essa orientação espiritual através da Mércia, minha chefe de gabinete. Ela percebia que eu evitava falar sobre o assunto e disse que eu deveria começar falar sobre a doutrina. Eu creio que atualmente a politica está na espera de pessoas do bem”, pontuou.

“Tenho 40 anos, sou pai do Eduardo e minha filha Valentina que tem apenas 35 dias de vida que está em casa com minha esposa Denise. Ela estava comigo quando fui apresentado à doutrina, quando perdi minha filha. As transformações da vida vieram e ai passamos a aprender muitas coisas da vida principalmente quando criança. Era muito apegado a uma tia, irmã do meu pai. Quando ela partiu desse plano, e minha mãe queria dar alguma correção, eu ia para o quarto e conversava com ela. E as pessoas não entendiam. Achavam que eu era louco, estava vendo coisas, e então ao conhecermos melhor a doutrina, sabemos da realidade do mundo espiritual”, observou.

“Quero agradecer a cada um de vocês que estiveram aqui, podemos dizer que hoje temos o dia do espírita e do espiritismo. Saibam, que teremos outros momentos em que vamos dizer que a doutrina espírita colabora sim para um mundo melhor”. Em seguida o Grupo Ame, entoou músicas “Sempre a servir”, “Fim dos tempos” e “Cativar”.

Certificados presenciais: Antônio Alfredo Sousa Monteiro; Alberto Cláudio Rosendo Teixeira; Francisco de Assis Carvalho Cajazeiras; Luciano Kley Filho; Grupo AME – Arte e Musica Espirita, representado pelo seu Expedito Brito de Almeida; Luiz Gonzaga Vasconcelos Filho; Margarida Pinheiro Sales Gadelha; Marislei Pereira Brito; Nilton Sousa; Olga Lúcia Espíndola Freire; Raimundo Nonato Bezerra de Albuquerque.

Em nome dos homenageados falou Nilton Sousa. “Aqui estamos para representar a doutrina espírita. Ela surge, cada vez que nos debruçamos nas obras de Alan Kaderc, e quando buscamos respostas aos problemas da humanidade, dramas da vida. Todas as vezes que abrimos o Evangelho ao acaso, pedindo que nos conforte e que a mensagem caia bem, encontramos respostas. Todas as vezes que debatemos em grupos variados, ou mergulhamos em algum item no Livro dos Médios, e no Evangelho do Espiritismo ou depoimento de irmãos desencarnados, ou buscamos entender a ciência de Jesus, através da ciência dos fluidos. Ou ainda buscamos entender o método, a maneira, a forma que o ímpeto Alan Kardec havia traçado, por todo um estudo antropológico, ou ainda quando ele pensando na posteridade, elaborou a obra ‘O que é o espírito”, projeto 1868, projeto de formação dos espíritas, que denominou adeptos capazes”.

“Não podemos nos sentir homenageados diante da grandiosa dimensão da doutrina espírita. E por causa dela enfrentamos a incompreensão de adeptos e não adeptos. Nós homens encarnados, precisaremos evoluir, para entender a doutrina espírita, que é uma verdadeira revolução. Fiquei pensando quem foi o primeiro espírita do mundo. Sei que pela história formalmente o primeiro foi o próprio Alan Kardec, mas olhando para o passado, poderia ousar a dizer que Jesus foi o primeiro espírita, foi ele que nos momentos mais aflitivos, próximo ao testemunho da cruz, ele subiu o monte tabor e lá se manifestaram Moisés e Elias, que com ele confabulava, tornando aquilo, quebrando o protocolo, uma sessão mediúnica ao ar livre, sob os olhares aturdidos dos discípulos. Também podemos dizer que os primeiros cristãos foram os primeiros espíritas. Não é a palavra que define os postulados, espíritas e cristãos são a mesma coisa. Os primeiros cristãos tinham o que devemos ter, na condição de comportamento, sentimento, convicção e consciência, o senso de não pertencimento nesse mundo. Mas precisamos deixar uma marca de contributo e possa antecipar a civilização do espírito”.

Enquanto a ciência fazia descobertas, Alan Kardec tirava o véu da doutrina espírita. Falo também de Francisco Cândido Xavier, nosso homenageado desse mês. Com sua humildade trouxe para nós a realidade do mundo espiritual, por isso mesmo podendo dialogar com a política, dizer como Aristóteles que podemos fazer a boa política. Pensando nos homenageados, lembramos de Bezerra de Menezes, o pai dos pobres e a presença inolvidável de Manoel Viana de Carvalho. Estou muito feliz de estar aqui, porque tenho na mesa um dos meus professores, Dr. Francisco Cajazeiras, personalidade que hoje em dia não convivemos, mas lutamos pela mesma causa. É muito bom,  poder estar dividindo esse momento histórico com ele. Vereador Márcio Martins, tivemos muitos mandatos desde que o espiritismo chegou no Ceará, mas só agora temos o Dia do Espirita. Você tornou-se instrumento dessa realidade. Poderiam perguntar, porque o Dia do Espirita, não deveríamos declinar pela humildade? Mas talvez seja para avaliarmos nossa realidade.”

Vereador você nos deu tempo, um dia de reflexão, no dia de hoje, dia seguinte da publicação do Livro dos Espiritos, não desligamos o aparelho, deixamos a maquina partir no tempo de Deus, por isso não defendemos a Eutanásia. Quantas almas têm sofrido, e são necessitadas de nossas orações após o suicídio. Nos temos a missão de orar para que isso não ocorra. Nós precisamos dizer que ainda existe esperança, porque existe amor. O mal não vencerá o bem. A guerra não vencerá a paz”, concluiu.

 

“Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”.

 

Francisco Cândido Xavier.

 

E é nessa esperança e nessa certeza que nos amparamos para continuar a nossa luta diária, contra nossos próprios defeitos e vícios, rumo à perfeição e ao Amor do nosso Pai. Há exatos 156 anos, surge na urbe terrestre o Livro dos Espíritos marcando uma nova etapa no processo evolutivo do nosso planeta, este que se encontra classificado como mundo de provas e expiações inicia um processo de transformação moral mais intenso, com vistas ao aspecto espiritual nunca antes questionado.

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