Márcio Martins cobra maior transparência por parte do ISGH com repasses da Prefeitura

 O vereador Márcio Martins (PR) utilizou a tribuna na manhã desta quarta-feira, 25, para cobrar maior transparência do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar, ISGH, sobre os repasses que recebe que da Prefeitura de Fortaleza, próximo dos R$ 100 milhões. De acordo com o parlamentar, é preciso haver maior transparência do que é feito com o dinheiro público para que possíveis casos de corrupção não fiquem acobertados.

Márcio Martins explicou na tribuna que o ISGH é o instituto responsável por gerenciar diversos equipamentos públicos de saúde, tanto do município quanto do estado, e disse que até o mês de outubro, já recebeu R$ 100 milhões da prefeitura. O parlamentar porém comentou que não está claro o motivo desse valor ter sido repassado ao instituto, e cobrou respostas.

“A gente não consegue esclarecimentos sobre esses repasses, não é claro, nítido, e a gente precisa estar atento para não ser surpreendido com uma situação como aconteceu no Governo do Estado, quando uma servidora que foi presa por facilitar fraudes na compra de remédios, já tinha passado pelos quadros do ISGH”, comentou.

O parlamentar esclareceu que não está condenando a ISGH de alguma forma, mas que é preciso deixar claro o que está sendo feito com o valor repassado da PMF. Disse também que ele e outros vereadores vão acompanhar o caso mais de perto e farão uma visita ao instituto.

“Queremos mais esclarecimentos, para que eu possa eventualmente vir aqui e defender a transparência do ISGH. Se tudo estiver como deve estar, virei aqui e parabenizar como já fiz antes várias vezes, mas da forma que está hoje, é uma caixa preta que ninguém consegue ver”, ressaltou.

Ainda na área da saúde, durante o pequeno expediente, o vereador cobrou novo estoque de remédios voltado para autistas nos CAPS infantis do município, afirmando que mesmo depois de uma reunião com a Secretaria de Saúde do Município em que ficou acertado a normalização do remédio, a medicação está em falta.

“Os compromissos assumidos não foram cumpridos. Quem tem filho autista em busca de remédio, vai voltar pra casa sem essa medicação. Eu sentei com a subsecretária de Saúde, pactuamos, acertamos e ainda continua a faltar medicamento. Sem essa medicação, um autista com 16-18 anos pode agredir e machucar o pai e a mãe. Já não basta um CAPS sem psiquiatra e sem uma boa infraestrutura. É melhor fechar tudo, porque aí o fortalezense não vai ter raiva. Fica difícil não fazer essa fala porque é revoltante a situação da saúde no município”, lamentou.

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