Márcio Martins repudia resultado que barrou denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados

O vereador Márcio Martins (PR) utilizou o tempo da Liderança Partidária desta quinta-feira, 3 de agosto, para lamentar e repudiar o resultado da votação realizada na Câmara dos Deputados que barrou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o Presidente Michel Temer, acusado de corrupção passiva. O parlamentar afirmou que se não há representatividade da população no Congresso, a única alternativa do povo é ir para as ruas.

Márcio ressaltou que o Congresso se transformou em um “balcão de negócios” e que não via ali a representação da população brasileira, e disse que a denúncia contra Michel Temer não avançou “comprovadamente por negociatas e politicagem”, e que o brasileiro precisa entender isso como um alerta e ir para as ruas cobrar por maior representatividade.

“Se a democracia naquela Casa deixa de prevalecer, se ela passa a não cumprir essa sua representatividade de Casa representante do povo, só tem outra solução, é o povo na rua. Se o povo acreditou naqueles representantes para nos representar ali e isso não foi feito e comprovado ontem, o Brasil deve entender esse tapa na cara que recebemos ontem como um grande alerta”, ressaltou.

O vereador parabenizou os deputados federais que se mostraram votaram contra a rejeição da denúncia, entre eles, o deputado Cabo Sabino (PR), afirmando que sua posição independente o fez ficar isolado dentro do partido e retirado de uma das comissões da Câmara dos Deputados.

“Sabino se posicionou como deveria, a favor do povo do Brasil, e ontem ele me deu orgulho. É esse PR que represento. O do Capitão Wagner, Soldado Noélio, do Julierme. Porque são independentes e tem convicção do seu papel como representantes do povo. E se o PR me chamar atenção e fazer cobranças porque me posiciono contra um governo golpista, eu não sei se mereço estar nos quadros dessa sigla”, afirmou.

Mudando de assunto, Márcio Martins repercutiu sobre o caso que uma servidora do IPM denunciou seu superintendente por assédio moral e assédio sexual. O parlamentar disse que a mídia veiculou recentemente que a sindicância entendeu que não houve nada, que havia sido apenas uma brincadeira. O vereador comentou que uma denúncia grave como essa não pode ter sido inventada e que vai conversar ainda hoje com a servidora.

“Se foi uma brincadeira, a servidora é quem deve sofrer as sanções legais. Mas como ser humano, penso aqui que seria coragem de alguém criar tudo isso. E como representante do povo, ainda estou na busca das imagens internas do IPM e esse meu pedido ainda não foi atendido. Vou ouvir a servidora com cuidado e deixar claro qual é o papel desta Casa”, concluiu.

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