Investimento na preservação do patrimônio histórico-cultural de Fortaleza são cobrados em audiência pública na CMFor

Debate na Câmara Municipal de Fortaleza nesta quinta-feira, 11, colocou em discussão a preservação do Patrimônio Histórico e Cultural da Capital. A audiência pública proposta pelo vereador Márcio Martins (PR), presidente da Comissão de Cultura, Desporto e Lazer, destacou o estado de degradação de prédios histórico e a necessidade de uma intervenção urgente nestes espaços.

O parlamentar lamentando a falta de interação da sociedade com a temática de preservação do patrimônio histórico, reforçou o papel do poder público no fortalecimento desta política. “Infelizmente a conscientização sobre a importância do patrimônio histórico não é feita. Nós temos prédios que retratam a nossa histórica e que estão depredados”, apontou.

Márcio Martins, citando o livro “Tombamento: afetos construídos” lançado pela advogada Manoela Queiroz Bacelar, falou da preocupação do presidente Salmito Filho com a requalificação do Centro Histórico. O vereador atentou ainda para os riscos de desabamento em alguns prédios, identificado por arquitetos e engenheiros engajados no movimento de preservação da história da cidade.

O coordenador do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Fortaleza, João Francisco do Nascimento, falou sobre a dificuldade de preservação dos prédios históricos, que passa pela crise nacional em relação à recursos. “A situação do patrimônio histórico precisa de uma atenção, temos bastante dificuldade de preservar, sendo também uma questão cultural e educacional”, ponderou o gestor falando sobre o projeto da Secultfor, Secretaria de Educação e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para implementar a disciplina de Educação Patrimonial.

Durante a sua fala João Francisco atentou para as ações que a Prefeitura de Fortaleza, que recebeu o Prêmio de Gestão Pública, vem implementando para revitalizar os espaços históricos da Capital. Dentre os projetos estão a requalificação da Rua José Avelino, que iniciará no dia 15 de maio, a reforma da Casa de Barão de Camocim e do Teatro São José e a mudança da Secretaria de Turismo de Fortaleza para o Estoril. “Temos que ter humildade e reconhecer a dificuldade de recursos”.

Uma demanda apresentada pelo arquiteto Valdecir Alves é o reconhecimento dos “campos de concentração” de Fortaleza formados no períodos de secas, retratos nos livro A fome, de Rodolfo Teófilo e O Quinze de Raquel de Queiroz.  Entre os encaminhamento será feito uma reunião com a Secultfor e Setfor sobre os campos de concentração; articulação da Assembleia Legislativa para a realização de audiência pública no Legislativo do Estado. Márcio Martins finalizou reforçando a importância do diálogo entre os poderes Legislativo e Executivo e a mediação do interesses da sociedade.

O debate contou com a participação do vereador Jorge Pinheiro (PSDC); coordenador de Patrimônio Histórico do Ceará, Alenio Carlos; Antônio Laprovitera, arquiteto da Secretaria de Turismo de Fortaleza; Francisco Augusto Sales,  arquiteto do IPHAN; Ricardo Perdigão Pamplona – coordenador do Observatório do Ceará; Mestre Lula, articulador de Cultura e Eventos da Regional I.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s