Audiência pública na Câmara Municipal de Fortaleza comemora o Dia Mundial de Conscientização do Autismo


A Câmara Municipal de Fortaleza realizou na tarde desta quinta-feira, 30, uma audiência pública para celebrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O debate evidenciou as dificuldades e desafios no acesso ao acompanhamento multiprofissional e na inclusão social das pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA).

Para melhor entender o universo que norteia o cotidiano do autista, Fátima Dourado, diretora da Casa da Esperança, centro de referência no atendimento ao autismo, falou das experiências e vivências da instituição. Fatima falou da sua experiencia como mãe de autista e do convívio diário com crianças e jovens com Transtorno do Especto Autista (TEA). A coordenadora da Casa da Esperança evidenciou os problemas de financiamento, de um acompanhamento permanente e da necessidade de um engajamento de várias esferas do poder público no diagnóstico e na inclusão social. A gestora destacou a importância da capacitação dos profissionais da saúde, tanto no âmbito da atenção básica como no atendimento especializado.

O debate contou com a participação de autistas, de familiares e de profissionais da saúde, reforçando a importância da conscientização da sociedade em torno da temática. Os posicionamentos de profissionais médicos demonstraram o papel fundamental do diagnóstico e de reforço do atendimento na rede pública.

Representando a Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça), Maria Bruna falou da campanha “Sou autista e tenho direito ao meu próprio corpo”.

” A campanha quer orientar a sociedade e os pais que nós também somos seres humanos, temos os nossos desejos e o direito de conquistar os nosso sonhos. Os pais nos tratam como anjos, não sei da onde eles tiraram isso”, destacou Maria Bruna.

O encontro contou com o depoimento de superação de João Carlos, autista e aluno do curso de Psicologia da Unifor.  “Vai haver uma mudança. Fortaleza vem se tornando cada vez mais uma cidade inclusiva”, apontou o universitário.

A audiência contou com a participação dos vereadores Célio Studart (SD), Márcio Martins (PR) e Priscila Costa (PRTB); do representante da Coordenadoria de Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Fortaleza, Emerson Damasceno; do psiquiatra infantil, Alexandre Aquino; do neurologista infantil e professor de Medicina da Uece, André Pessoa; e das organizações: TE AMO, Fortaleza Azul, ABRAÇA, Projeto Diferente e Pintando o 7.

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